Quioto de Quimono

Oportunidade para tirar as suas melhores fotografias

Por Evan Pike   

Quioto é uma das cidades que eu gosto mais em todo o Mundo. Nesta cidade, elementos surpreendentes da Tradição e História convivem harmoniosamente com o Japão moderno. Cada vez que tenho amigos ou clientes que vão a Quioto, eu digo "Mesmo que passe o dia inteiro em Quioto, não terá nenhum problema em arranjar o que ver ou fazer".

No entanto, haverá turistas que sentirão que ir a Quioto apenas para fazer turismo é pouco. Poderão querer uma experiência especial. Foi assim que, ultimamente, comecei a aconselhar as pessoas a experimentarem vestir os tradicionais yukata e quimono, e passearem pela cidade ou irem ao restaurante. Não só constitui a melhor forma de aprender a cultura japonesa, como também é uma oportunidade para os fotógrafos visitantes de Quioto.

Em Quioto, há muitas lojas onde é possível alugar vestes tradicionais japonesas, mas aquela que eu costumo utilizar é a Yume Kyoto. O staff é muito amigável e atencioso, sugerindo locais para visitar (ou talvez para exibir as nossas figuras em quimono). Sejam lugares bem perto ou recôndidos, aconselham consoante as nossas preferências. Uma outra razão que me leva a sugerir esta loja é a excelência da sua localização. Para lá de Gion, mesmo junto ao Santuário Yasaka. Se for alugar um quimono para tirar fotografias para retrato, a loja não tem serviço de maquilhagem, mas fazem penteados.

Há pouco tempo, vesti um quimono e fotografei retratos de pessoas que saíam para jantar em Gion. É claro que se andasse por Quioto, não seria improvável encontrar alguém vestido com quimono. No entanto, tendo modelos só para mim, não é preciso andar à procura... Mas deixo aqui um aviso. Se for fotografar modelos com quimono, será inevitavelmente cercado por multidões! Eu, em primeiro lugar, parti do Santuário Yasaka e fui para o Parque Maruyama, que se localiza atrás do edifício. De seguida, atravessei a estrada e dirigi-me ao Gion. Finalmente, cheguei a um pequeno santuário, o Hounen-in, um pouco fora do Caminho da Filosofia. Contudo, talvez seja melhor utilizar táxi ou autocarro para chegar a este sítio...

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Diana Nukushina

Diana Nukushina @diana.nukushina

Japanese and portuguese archaeologist born in Portugal.

Original por Evan Pike

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Ines Matos 3 anos atrás
Este artigo fez-me recordar a minha própria experiência ao vestir kimono, e isso foi agradável, mas esperava encontrar um texto sobre o ponto de vista de quem veste o kimono (não sendo japonês) e não de um fotógrafo... A verdade é que mesmo um não-japonês pode vestir kimono. Se é dentro de uma loja nem sequer irá pagar nada por isso, e as funcionárias gostam de ajudar a vestir. Se é para ir para fora da loja então tem de pagar um aluguer, e estaria a mentir se dissesse que é barato... Vestir o kimono exige a ajuda de quem é experiente, pois não tem nada a ver com vestir roupa de tipo ocidental. Por outro lado, alguns tipos físicos não são muito adequados, ou seja, infelizmente quem tem muitas curvas (como eu) não fica muito favorecida com kimono. Se você for esguia, com um corpo que não tem muitas curvas, então creio que ficará deslumbrada com o seu aspecto nesta veste tradicional japonesa. Em todo o caso, é sempre uma experiência divertida. Para mim o que mais me surpreendeu foi a forma como vestir um kimono altera a nossa forma de andar. Caminhar torna-se apenas possível com passos pequenos, arrastando os pés no chão, já que a parte da "saia" se converte num tubo estreito. Sentar (seiza) também se torna um desafio maior!